Treinamento parental: como posso me relacionar melhor com meus filhos?

Os pais são agentes centrais no crescimento e na transformação dos filhos e é, no dia a dia, em palavras e gestos, que essa relação vai sendo construída.

O ambiente familiar e o relacionamento entre pais e filhos podem contribuir positiva ou negativamente para o desenvolvimento de transtornos psiquiátricos na infância e na adolescência, mas sobretudo na vida adulta.

O treinamento parental visa prevenir a instalação desses transtornos e, no caso de crianças já acometidas, auxilia o engajamento dos pais no tratamento, aumentando a eficácia.

Ambiente familiar: o que pode levar a problemas emocionais e comportamentais?

Nas crianças, os problemas emocionais e comportamentais acontecem por muitos fatores: instabilidade familiar, vulnerabilidade social, práticas parentais coercitivas, história parental de psicopatologia e vivências de adversidades na primeira infância são alguns exemplos.

Relacionamento entre pais e filhos

A maneira como os pais percebem, explicam e interpretam os comportamentos dos filhos pode ser pessimista ou otimista. A abordagem interfere de forma significativa no modo como as crianças enxergam a si, os outros e o mundo.

Atribuição pessimista

Pais pessimistas tendem a passar uma pior visão de mundo para seus filhos, tornar-os mais propensos ao desamparo e a outros sintomas depressivos. O estilo atributivo negativo tem, inclusive, uma relação importante com a ideação suicida.

Ensinar o otimismo para a criança seria uma vacina para a depressão.

O que não dizer:

“Você sempre faz tudo errado”;

“Eu sabia que você iria tirar nota baixa, porque você nunca quer estudar”;

“Você não sabe fazer nada direito”;

“A culpa é toda sua”.

O erro:

Há uma tendência a generalizar atitudes negativas, utilizando palavras como “sempre”, “nunca”, “tudo”, “nada” em situações onde a criança se comportou da maneira indesejada.

Atribuição otimista

Ser otimista não significa não apontar erros. Em eventos ruins, pais otimistas focam em situações temporais, bem específicas e, de preferência, externas para falar com os filhos.

O que dizer:

“Desta vez, você errou”;

“Neste semestre, na prova de matemática, você tirou nota baixa, pois não se esforçou o suficiente”;

“Hoje você não fez a tarefa de ciências da forma correta”.

Já os eventos bons são atribuídos como permanentes, abrangentes e internos.

O que dizer: 

“Você sempre é muito bom em português”,

“Você nunca me decepciona”

“Me sinto orgulhosa todas as vezes que te vejo jogar futebol”

Confira a parte 2 do Treinamento de Pais clicando aqui.

× Agendar Consulta